terça-feira, 12 de outubro de 2010

Retomada Tupinambá 1º dia, A Paz Reina na Fazenda São José

Após a entrada de ciquenta índios Tupinambá de Olivença na fazenda São José na madrugada do dia 11 de outubro de 2010. Ao contrario dos boatos hostis que rolaram pelos municípios circo visinhos, o primeiro dia da retomada foi totalmente em paz, pois os indígenas que entraram na fazenda São José se reuniram com o proprietário da fazenda o Sr Juvenal, e entraram em um acordo.

Acordo esse que beneficiou ambas as partes, e através desse acordo Juvenal entrou em contato com seus filhos, aonde os mesmos chegaram na parte da tarde acompanhados com agentes Federais, para firmar o acordo e providenciar a mudança do fazendeiro.

E com isso se deu inicio a mudança, com a ajuda de todos os presentes na fazenda, essa mudança incluiu todos os bens matérias e animais de Juvenal, entre os moveis e animais tinham três Burros e dez cabeças de Gado. Fomos também surpreendidos por repórteres da TV Santa Cruz filiada da Globo, que foi verificar os boatos que na Fazenda São José teria dois idosos sendo feitos como refém por nós, fato esse que foi desmentido ao presenciarem a realidade.

Estamos seguindo firmes e fortes, em mais essa retomada e se nosso pai Tupã permitir, os demais dias dessa empreitada serão como esse primeiro dia, pois também segue com agente o apoio das demais comunidades Tupinambá de Olivença e também o pessoal da Petei Xe Rajy, que está registrando tudo que acontece em nossa Retomada.

Agradecemos a todos que está acompanhando essa nossa retomada, pois sabemos que todos são solidários a causa.



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Retomada Tupinambá – Na comunidade Santana

Após exaustivas reuniões e articulação entre nós Tupinambá de Olivença e por ultimo nos reunimos na comunidade Santana oramos e pedimos força ao nos pai Tupã, e na madrugada do dia 11 de Outubro de 2010, por volta das 03h00m, ciquenta índios Tupinambá retomaram uma fazenda na comunidade Santana.

Com o objetivo de reaver o que é nosso, e de maneira pacifica entramos na fazenda. Permanecemos ainda na fazenda, até o instante momento, e até agora graças ao nosso pai Tupã ainda não tivemos nenhum registro de conflito.

Mas segundo o Administrador da FUNAI – Ilhéus – BA, a filha do Fazendeiro Juvenal que é o morador da fazenda retomada, foi informar a Policia Federal, que nós estamos mantendo em cárcere privado, dois idosos hipertensos, mas isso não é um fato real, pois estamos abertos a diálogos pacíficos, pois não temos em mente maltratar ninguém, só apenas reaver o que é nosso e ampliar até porque essa fazenda se encontra dentro de nossa demarcação.

Sendo assim reafirmamos mais uma vez, que essa retomada é pacifica, não queremos conflitos, só queremos o que é nosso de fato e se tem esses idosos com agente é porque eles não tiveram tempo de se locomover ainda, e porque também não vamos colocar eles na rua de uma hora pra outra. Nesse instante estamos dentro da fazenda e se nosso pai Tupã permitir, nosso povo não sairá mais. Pois lá pertenceram os nossos ancestrais e agora pertenceram aos nossos herdeiros.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

X Caminhada Tupinambá: resistência indígena!

Aconteceu ontem a Décima Caminhada em Memória aos Mártires do Massacre do Rio Cururupe, que por sinal tem esse nome pois este mesmo rio ficou vermelho de sangue (em Tupi Cururupe) de nossos antepassados, durante uma Batalha entre os indígenas e os Portugueses a mando de Mem de Sá então Governador na época.
Nossa Caminhada iniciou pela manhã com um porancyn na Igreja Nossa Senhora da Escada e depois fomos caminhando sumo ao Cururupe. A nossa caminhada foi tranquila mesmo sem a presença da Polícia Militar e Polícia Rodoviária que só chegou quando já estávamos chegando no Cururupe.
Os 8 km que no passado foram cobertos pelos corpos de nossos antepassados  em 1559, foram percorridos por mais de mil indígenas com cantos e danças para reverenciar os nossos antepassados covardemente assassinados.
São 451 anos que esse massacre aconteceu, mas ainda hoje esta lembrança causa uma dor terrível. Achavam que tínhamos sido todos exterminados pois foram 1 légua de corpos extendidos no chão, mas estamos aqui reivindicando e cobrando que nossos direitos sejam respeitados. Que demarque as nossas Terras para podermos vive em paz o nosso modo de vida.
Relembramos também o nosso grande líder conhecido como Caboclo Marcelino, considerado na época um comunista pelos coronés integralistas (mesma coisa que nazistas) que lutou para defender nosso povo na decáda de 30 contra a ganância desses mesmos Coronés que se achavam donos das terras indígenas, mas nós índios originários éramos e somos os verdadeiros donos. Quando os invasores portugueses chegaram aqui, nós já habitávamos este território.
Relembrando nossos mártires temos mais força para lutar pelo que é por direito nosso.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A revolta de Marcelino índio guerreiro do povo Tupinambá

Entre os anos de 1936 ao ano de 1938 na vila de Olivença, deu-se inicio a revolta do índio Marcelino.

Marcelino era um índio que lutava pelo direito da terra do povo Tupinambá que foi invadida pelos não indígenas da época, queria que as terras voltassem para as mãos de seu povo então foi ai que ele declarou guerra aos não indígenas e coronéis da região, vivia protegendo seu povo, como ele era um índio bem instruído e forte tanto fisicamente quanto espiritualmente protegia os fracos do abuso que os coronéis ao tomar as terras dos pobres e indefesos índios da época, com isso foi despertando o interesse em acabar com ele então os coronéis se juntaram e começaram a conspirar para dar um fim em Marcelino foi quando trouxeram a policia volante para caçá-lo e ele enfrentou a primeira a segunda a terceira e foi vencendo as batalhas mas a cada dia ele ia enfraquecendo e a policia buscando reforço, pois a mesma tinha o apoio do estado e era financiada pelos coronéis do cacau, bem mas Marcelino não andava sozinho tinha seus aliados muitos outros indígenas que o seguia e acharam melhor ele dar um tempo e se esconder, foi ai que ele resolveu ir para serra das trempes onde se escondeu em uma gruta de pedra e ficou por ali comendo caça e bebendo água das nascentes do local.

Até ai tudo bem mas a policia já estava forte e já avia dominado os parentes e seguidores dele era tanto que o povo já não dormia em casa pois a policia era malvada matava crianças, cortava peito de mulheres e muita coisas mais, nessas façanha da policia foi quando pegaram o braço direito de Marcelino um índio de estatura baixa por nome de Duca Liberato que foi pressionado a dizer onde estava Marcelino, foi quando um dos policiais resolveu arrancar suas unhas com um punhao e foi arrancando arrancou uma, arrancou duas, quando foi na terceira o índio disse:

- vocês não sabem arrancar não deixa que eu mesmo arranco.

E arrancou as outras três foi ai que os policiais desistiram e soltaram-no. Mas como em todo grupo tem alguém que não agüenta a pressão entregou o índio Marcelino, a policia foi até a toca dele ouve o confronto tiros e mais tiros até que acertaram Marcelino e assim o prenderam levaram o mesmo para o rio de janeiro onde ele seria fuzilado mas a fortes indícios que não ocorreu o fuzilamento mas também não a indícios de sobrevivência dele mas acreditam os mais velhos que o mesmo se encantou e hoje protege nosso povo contra o mal.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Nota oficial sobre identificação de terras no sul da Bahia

Em atenção ao comentário publicado na Revista Época, edição nº 635, de 17.07.2010, na coluna “Vamos Combinar”, de responsabilidade do jornalista Paulo Moreira Leite, a Funai esclarece que dará continuidade ao procedimento administrativo de identificação e delimitação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, situada nos municípios de Ilhéus, Buerarema e Una (sul da Bahia), conforme previsto no Decreto 1775/96. O relatório circunstanciado de identificação e delimitação da referida Terra Indígena, elaborado por Grupo Técnico formado por profissionais de qualificação reconhecida, condensa dados de natureza etno-histórica, ambiental, cartográfica e fundiária e foi aprovado pelo Presidente da Funai, por meio do Despacho nº 24, de 17.04.2009, publicado no Diário Oficial da União em 20.04.2009. Conforme previsto no Decreto 1775/96, os interessados apresentaram contestações que estão sendo analisadas no âmbito da Funai, para posterior encaminhamento do processo demarcatório ao Ministério da Justiça, com vista à declaração dos limites da Terra Indígena. Neste sentido, cumpre informar que não é prerrogativa da Funai criar ou decretar a extinção de Terra Indígenas, mas sim reconhecer, com base em estudos consistentes, os limites territoriais necessários e suficientes à reprodução física e cultural dos povos indígenas, nos termos do artigo 231 da Constituição Federal de 1998. De acordo com a Constituição Federal, a Terra Indígena é um bem da União que se destina a posse permanente e ao usufruto exclusivo dos povos indígenas.

fonte: http://www.funai.gov.br/

sábado, 17 de julho de 2010

Orgulho de ser Tupinambá!


Os índios Tupinambá vivem seu dia dia tirando da natureza o que precisam e tem orgulho de sua cultura.

Kaluanã Tupinambá

Resultado, da Sessão Especial no Plenario Gilberto Fialho em Ilhéus – BA

Durante a Sessão especial que aconteceu ontem (20),sobre a demarcação do território tradicional Tupinambá de Olivença, na Câmara de vereadores de Ilhéus – BA,onde estavam presentes, agricultores, produtores, moradores, comerciantes e empresários do setor hoteleiro que atualmente se encontram na área em questão.

Nós índios Tupinambá recebemos ameaças direta como a do agricultor “Marcelo Mendonça”, que tem a posse de áreas na região reivindicada, dizendo publicamente que a briga é política, comandada pela Funai que, segundo ele, não defende o índio. “Defende a si próprio”, na medida em que 2/3 dos seus recursos são para aplicar no funcionamento do órgão. “O que posso dizer é que nós, produtores, iremos reagir e garantir o que é nosso. Nem que para isso tenhamos que estar armados”.
Para apoiar a ação dos não-indios e até mesmo para garantir a área da cidade que é mais explorada com o Turismo e agricultura, com as madeireiras e carvoarias ILEGAIS, o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, e o vice, Mário Alexandre, foram a esta Sessão Especial, dar apoio aos agricultores.

O prefeito demonstrou preocupação com a crise social que esta decisão pode causar e com mais uma provável queda de receitas que Ilhéus passará a conviver. É que com a diminuição do seu território, diminuem também os recursos que são diretamente ligados à dimensão da cidade e sua população ativa. O vereador Alcides Kruschewsky, autor da sessão, disse que esta é uma discussão que tem que ter a presença das autoridades constituídas do município, por que, qualquer que seja a decisão, trará reflexos aos cofres públicos. “Já o vereador Marcos Flávio pontua que a situação do município é caótica e este não é momento de fazer demarcação de terra indígena.”, com esses ARGUMENTOS feitos pelos políticos da cidade de Ilhéus, vemos quem tem o interesse político e financeiro em nosso território tradicional.
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Meus parentes, amigos e parceiros que estão lendo esta matéria, ELES TIVERAM ATÉ A AUDAÇIA DE FALAR, “que onde nós indígenas reivindica uma imensa área territorial para abrigar a nossa etnia, retirando de uma vez por todas grande parte de históricos moradores da região e assumindo significativa parte da infra-estrutura da localidade. Daí continua: Só para se ter uma idéia da dimensão do pedido, o município de Ilhéus perderia para os índios 1/4 do seu território. Áreas de grandes empreendimentos hoteleiros passariam a ser território indígena administrado pelos tupinambás de Olivença”. SENDO QUE HISTORICOS MORADORES DAQUELA AREA, APÓS MASSACRES, IMPOSIÇÕES FEITAS PELOS BRANCOS E ETC… SOMOS NÓS, OS VERDADEIROS DONOS DE ONDE NUMCA SAIMOS, ONDE TEMOS A SABEDORIA QUE CADA SER VIVO NATIVO DESTA TERRA TRADIÇIONAL TEM QUE SER RESPEITADO EM SUA FORMA CULTURAL DE VIVER.

Paralelo a todas as ameaças direcionadas ao nosso Povo, o próximo passo terá que ser dado pelos agricultores que têm um prazo de 90 dias para rebater o documento elaborado pela Funai. Depois, a própria Funai vai avaliar os argumentos de defesa. O que preocupa os agricultores o que percebemos com tudo isso que vem acontecendo, é que, até hoje, desde que o órgão foi criado pelo governo federal, nunca os produtores conseguiram vencer esta etapa e nós que estamos nas bases mantendo a resistência é que vamos sofrendo todas as conseqüências. Depois – independentemente da decisão dos técnicos da Funai – o pedido segue para o Ministério da Justiça e, finalmente, chega à presidência da República, que toma a decisão final.

As dúvidas quanto ao final deste imbróglio estão apenas começando. Mas tudo isso que já incomodam a todos os lados e só fazem aumentar a tensão entre nós e os não – indos que residem nas comunidades tanto do interior como do litoral de nossa Aldeia.

Que Tupã Nos Guie!!!
Awere!!!

Jaborandy Yandê Tupinambá de Olivença
Jaborandy@indiosonline.org.br